A VOZ DO SILÊNCIO E DA SOLIDÃO IMENSA..


A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é 'isolamento'. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.

Vergílio Ferreira

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A Distinção Tem um Código...

Zeca Afonso-Traz Outro Amigo Também


Demissão!

Uma janela de oportunudade

sexta-feira, 8 de julho de 2011

REACÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL... BY Robert Kurz..TÃO VERDADE....


No capitalismo não são as pessoas que são socializadas, mas sim as coisas mortas: o dinheiro e as mercadorias. Daí que a percepção do mundo se restringe a um ponto; ao indivíduo singular, à empresa individual, ao Estado individual. Igualmente atomizada é a consciência do tempo. O que conta é apenas a actualidade. Tudo o resto são águas passadas ou o dilúvio depois de nós. Não se pensa na época, mas no horizonte de tempo do "Telejornal". É verdade que se sabe de algum modo que há um contexto global complexo, especialmente económico. Mas, quanto mais se fala de "redes”, mais isolados os factos surgem. Globalização, tudo bem, mas isso não é um tema de ontem?
Desde que os Estados tiveram de atar os seus pacotes de resgate, em toda a parte se gosta de usar novamente lentes nacionais. Que a falência do Lehman Brothers (o que foi isso?) tenha provocado uma reacção em cadeia, que revelou por um momento a rede mundial de créditos malparados, isso é considerado um excesso de quaisquer mercados financeiros sem pátria. Gosta-se de pensar num mundo de economias altamente patrióticas sob o guarda-chuva protector do governo e dentro das quatro paredes caseiras. Na realidade, os mesmos fluxos transnacionais de mercadorias e dinheiro, os mesmos desequilíbrios globais e circuitos de deficit continuam a ser subsidiados tal como antes, só que agora pelo crédito público, em vez de pelas bolhas financeiras comerciais. E mesmo os fundos públicos também são tudo menos nacionais.
O capitalismo é considerado como indestrutível e a globalização qualitativamente nova é de preferência recalcada, pelo que a questão que se coloca parece ser apenas quem sobe ou desce entre as grandes empresas, ou quem são os vencedores e os perdedores nacionais. A China vai substituir os EUA como potência mundial económica e política? Esta "grande narrativa" dos média é completamente cega à realidade, porque já não vivemos num século de impérios nacionais independentes. Os excedentes de exportação da China para com os Estados Unidos, novamente a aumentar de mês para mês, são financiados pela inundação de dinheiro da Reserva Federal americana. Inversamente, os chineses alimentam o crescimento interno promovido pelo Estado a partir das suas astronómicas reservas cambiais principalmente em dólares. A interdependência é tão grande que o tropeço de um faz o outro ir também ao chão. Nem individualmente nem em conjunto eles conseguem controlar a sua relação inconsistente.
Na Europa procede-se como se as crises de dívida da Grécia e dos outros candidatos a vacilar fossem problemas domésticos que pudessem ser dominados pelo esforço de poupança nacional. De facto, os deficits na UE são o reverso dos excedentes de exportação da Alemanha. Se a economia alemã tivesse de se concentrar no mercado interno entraria imediatamente em colapso. Até agora as medidas de austeridade draconianas no sul e no leste da Europa, como de resto também na Grã-Bretanha, em grande parte não passaram de palavras. Se forem plenamente realizadas é de esperar uma recessão europeia com implicações globais. E se a Grécia falir, precisamente por poupar até estourar, as pessoas vão-se admirar como os títulos da dívida pública grega estão armazenados por todo o lado. O caso não é muito diferente dos certificados do Lehman Brothers e o mesmo se diga dos créditos públicos mal parados por todo o lado. O capital é internacional em todas as suas formas. Se os protestos contra os programas anti-sociais de gestão da crise se limitarem a invocar tacanhamente a independência nacional eles só podem rodar em falso.





Original POSTNATIONALE KETTENREAKTION em www.exit-online.org. Publicado em “Neues Deutschland”, 27.06.2011

Como Calar a Moody's / Fuck you Moody's (From Portugal with Love!) ...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pigs on the wing

Excelente prestação do Carlos Carvalhas ontem no Prós e Contras...explica de forma clara as razões que levaram a esta crise e porque é quase impossível sair deste buraco ...

Idosa recebe um euro de complemento de reforma...roubam-nos descaradamente e ainda gozam com os nossos velhotes!! Que raio de gente é esta? Nazis disfarçados?

O QUE NOS VALE É ESTA REFORMITA DE 6 MIL EUROS POR MÊS..AINDA DÁ PARA UMA AÇORDA DE LAGOSTA !!


2008-08-01

Com 88 anos, Joana Sampaio foi informada pela Segurança Social que vai beneficiar de um complemento à reforma no valor de "um euro" mensal.
"Quando me leram a carta a dizer que ia receber um euro por mês, apeteceu-me atirar o papel contra a parede", disse à Lusa Joana Dias Sampaio, a reformada residente na freguesia de Delães, a quem foi atribuído o Complemento Solidário para Idosos (CSI).
Com 88 anos, viúva e uma vida dedicada à agricultura, Joana Sampaio recebe 299 euros de reforma.
"A Segurança Social enviou uma carta a informar-me que tinha direito ao complemento e os papéis para preencher", recordou a reformada.
Foi um genro que lhe "preencheu" os impressos e os seis filhos acederam a dar a fornecer cópias das declarações de IRS e os documentos necessários para juntar ao processo.
"Tanto trabalho para receber um euro", disse Joana Sampaio a rir.
Joana e os filhos ficaram confusos com a resposta da Segurança Social.
"Informa-se V. Ex.ª de que o requerimento do Complemento Solidário para Idosos tem início em 2008/03, no montante de 1.00 euro", pode ler-se na carta.
"Ninguém queria acreditar que fosse tão pouco dinheiro porque, no início, até achávamos que era um cêntimo e não um euro", recordou.
O processo de candidatura ao complemento começou no dia 14 de Fevereiro de 2008 com o requerimento entregue na Segurança Social, em Braga.
No final do mês de Julho, Joana Sampaio ainda não tinha recebido qualquer cheque,
Na carta enviada à octogenária com a notificação da decisão tomada pela Segurança Social, é referido que a importância só será paga "quando a soma de vários meses atingir o valor de 5,00 euros".
"Quando a carta vier  acho que a vou devolver porque eu não ando a pedir esmola", referiu.
Sempre vestida de preto, embora seja viúva há perto de 30 anos, Joana Sampaio tem uma casa e uma "horta".
"A horta é que me vale para semear batatas e cebolas porque se tivesse que comprar essas coisas todas, não tinha dinheiro", disse a octogenária.
Toda a vida trabalhadora agrícola, a primeira reforma que teve foi de "três escudos".
"É verdade que a vida tem melhorado e que a reforma aumenta todos os anos mas dar uma ajuda de um euro parece que estão a brincar com o povo", salientou a reformada.
O Complemento Solidário para Idosos é uma prestação monetária que se destina a cidadãos nacionais e estrangeiros com baixos recursos, com mais de 65 anos.

Jorge & Vicente Palma | Portugal Portugal ( ao vivo no campo pequeno ) ...PORTUGAL VAI TUDO ABAIXO E AO FUNDO....

Grinderman - Man In The Moon ......