A VOZ DO SILÊNCIO E DA SOLIDÃO IMENSA..


A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é 'isolamento'. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.

Vergílio Ferreira

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A Distinção Tem um Código...

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Uma janela de oportunudade

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Consertação sucial

É pau, e rei de paus, não marmeleiro, 
Bem que duas gamboas lhe lobrigo; 
Dá leite, sem ser árvore de figo, 
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro: 
Verga, e não quebra, como o zambujeiro; 
Oco, qual sabugueiro, tem o embigo; 
Brando às vezes, qual vime, está consigo; 
Outras vezes mais rijo que um pinheiro: 
À roda da raiz produz carqueja: 
Todo o resto do tronco é calvo e nu; 
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja! 
Para carvalho ser falta-lhe um u; 
Adivinhem agora que pau seja, 
E quem adivinhar meta-o no cu.

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