A VOZ DO SILÊNCIO E DA SOLIDÃO IMENSA..


A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é 'isolamento'. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.

Vergílio Ferreira

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A Distinção Tem um Código...

Zeca Afonso-Traz Outro Amigo Também


Demissão!

Uma janela de oportunudade

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cine Carraça-os nossos clássicos. De Buñuel,Los olvidados.


Relembramos esta película realizado no México em 1950
Memória é o que faz falta aos povos...o que será da História sem ela?

Bactéria perigosa continua a fazer vítimas na Alemanha -Pepinos espanhóis são responsáveis por uma estranha epidemia na Alemanha...


Bactéria perigosa continua a fazer vítimas na Alemanha | euronews, mundo

Editors - No Sound But The Wind Live.....atenção á letra....

Os Meios de Comunicação Têm Sempre Razão ...E NÓS ENGOLIMOS QUE NEM PATOS....




A dominação intelectual é difícil se não dispomos de uma tribuna mediática. Em vez de perdermos longos anos a reflectir sobre o sentido da vida, as relações entre homens e mulheres, a influência da alimentação transgénica na produção leiteira das vacas normandas (conheço um investigador que passou quarenta anos a estudar as térmitas; admite não ter conseguido desvendar-lhes o segredo que, no seu entender, existe!) ou qualquer assunto mais ou menos relacionado com o destino da Humanidade, mais vale começarmos por arranjar meios de aceder à redacção de um jornal ou, melhor, de um canal televisivo. Com efeito, é a importância do meio de comunicação em termos de audiência que determina a supremacia de uma opinião. Qualquer tolice catódica emitida entre as 20 e as 20:30 horas é mais credível que a conclusão amadurecida de um colóquio de especialistas. Porquê mais credível? Porque mais acreditada.O público aprecia a confirmação de que é verdade aquilo que sente como verdadeiro (por exemplo, que os políticos são podres ou que a Madonna é a mulher mais sensual do mundo). Este género de opinião, no entanto, só passa a ser uma evidência depois de ter sido santificado por um meio de comunicação. O que a televisão realiza ao seu nível simplista é o mesmo que a imprensa faz a um nível por vezes mais subtil e para um público mais desperto. Para ter razão, precisamos, pois, de dispor de uma audiência ou de ver corroborada a nossa opinião por uma instância. Ter razão é um problema de comunicação, em que a arte de persuadir não tem importância por comparação com o lugar e o canal que permitiu que a mensagem atingisse o público.
Partindo desta constatação que figura em todos os abecedários da sociologia contemporânea, os espíritos alertas e estudiosos deveriam abandonar os seus gabinetes e juntar-se à coorte de especialistas mediatizados. Eles que comecem por ocupar bons lugares na imprensa que haverá sempre tempo, depois, para determinar o conteúdo das opiniões que lhes permitirão ter razão contra os seus colegas, encerrados nos seus laboratórios ou bibliotecas.


Georges Picard, in "Pequeno Tratado para Uso Daqueles que Querem Ter Sempre Razão"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Direito de Antena. Nos termos da lei as aleivosias são da responsabilidade dos intervenientes

Daltonismo economico..the ends is near....

Paul Krugman
“Portugal não vai conseguir pagar a dívida”

Económico
25/05/11 16:18
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“Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida”

O Nobel da economia diz que também a Grécia e a Irlanda não serão capazes de pagar as suas dívidas.

“Tornou-se evidente que a Grécia, a Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade, embora Espanha talvez se aguente”, escreve Paul Krugman num artigo de opinião do New York Times, publicado hoje pelo i.

O economista arrasa a política seguida pelo Banco Central Europeu, que insiste que a estabilidade da moeda e o equilíbrio orçamental são a resposta a todos os problemas financeiros que os países da Europa atravessam.

“Por trás desta insistência estão algumas fantasias económicas, em particular a da fada da confiança – isto é, a convicção de que cortar na despesa vai de facto criar emprego, porque a austeridade vai criar confiança no sector privado”, escreve Krugman. “Infelizmente, a fada da confiança está a fazer-se rogada e a discussão em torno da melhor maneira de lidar com esta realidade desagradável ameaça tornar a Europa o centro de uma nova crise financeira.”

Para Krugman, as condições do empréstimo à Grécia fizeram com que o país se endividasse demasiado: “Os líderes europeus ofereceram empréstimos de emergência aos países em crise, mas apenas em troca de compromissos com programas de austeridade selvagens, feitos sobretudo de cortes da despesa. A objecção de que estes programas põem em causa os seus próprios objectivos – não só impõem efeitos negativos drásticos à economia, mas ao agravar a recessão reduzem a receita fiscal -, foi ignorada.”

O economista diz que só há uma solução: “Como a fada da confiança até agora ainda não apareceu”, a crise tem-se agravado, “tornando-se evidente que a Grécia, Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade”. “Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida, o que poderá ser feito através da ajuda das economias mais fortes e de perdões parciais impostos aos credores privados, que terão de se contentar com receber menos em troca de receber alguma coisa. Só que realismo é coisa que não parece abundar”, sublinha.

Alemanha e BCE têm-se oposto a esta reestruturação da dívida, pondo em causa o próprio euro.”Se os bancos gregos caírem, a Grécia pode ser forçada a sair do euro – e é fácil ver como isto pode ser a primeira peça de um dominó que se estende a grande parte da Europa. Então que estará o BCE a pensar?”, questiona Krugman.

O Nobel da economia termina o texto com mais uma pergunta: “Estou convencido que isto é apenas falta de coragem para enfrentar o fracasso de uma fantasia. Parece-lhe tolo? Quem é que lhe disse que era o bom senso que governava o mundo?”.





Grécia com 70% de risco de ir à bancarrota
O agravamento da situação política interna na Grécia, a discussão na praça pública de uma reestruturação da dívida e o aviso pelo governo de Atenas que ficará sem liquidez até ao Verão fazem disparar o risco de default
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
12:55 Terça feira, 24 de maio de 2011
O risco de um “evento de crédito” – termo técnico para um default formal da dívida – na Grécia está a levar ao rubro o nervosismo dos investidores na dívida soberana.
O custo dos credit default swaps (cds, seguros financeiros contra o risco de incumprimento de um título) disparou esta manhã de menos de 1482 pontos base para 1641,92 pontos base agora.
A probabilidade de incumprimento, medida pelo monitor da CMA DataVision, chutou o risco para um nível acima de 70,5%, um recorde histórico.
O segundo país com a maior probabilidade de bancarrota, a Venezuela de Hugo Chavez, apresenta uma probabilidade de 51,51%. Uma diferença de quase vinte pontos percentuais.
O agravamento da situação política interna, o aviso pelo governo de Atenas que ficaria sem liquidez até antes do verão e o debate entre responsáveis políticos na praça pública europeia de uma possibilidade de uma reestruturação da dívida (maquilhada ou não) estão a incendiar a situação.
Este agravamento do risco de default ainda não se sente plenamente no mercado secundário, cujas yields das obrigações gregas em todas as maturidades se têm mantido esta manhã abaixo dos valores de fecho de ontem.
Contágio a todo o vapor
A situação grega está, naturalmente, a “contagiar” os outros países da zona euro sob observação dos mercados, potenciando os próprios problemas internos de cada caso: Portugal, Irlanda, Itália e Bélgica. O grupo dos PIIGS (uma sigla irónica que regressou aos comentários e artigos dos especialistas) mais a Bélgica encontram-se entre os países cujo risco de incumprimento mais aumentou hoje durante a manhã, segundo o monitor da CMA DataVision.
A nível dos juros no mercado secundário, segundo a Bloomberg, os títulos mais pressionados são os irlandeses e os portugueses. No caso português, a maturidade mais em foco é a relativa às obrigações do Tesouro a 3 anos, que caminha para um nível próximo dos 12%. Os juros para os títulos gregos a 2 anos mantêm-se acima de 26%.



Devia Portugal declarar bancarrota? Pois...È caso para dizer: Green Day- Wake Me Up When September Ends

terça-feira, 24 de maio de 2011

A caminho de um comicío do ps....eles vêem de longe ...de muito longe o que eles andaram para aqui chegarem...


veem

Herman's Hermits - No milk today ...DEPOIS DE 5 DE JUNHO VAI PASSAR A SER A FRASE RECORRENTE DOS XUXAS....

O FILME QUE DEFINE DE FORMA CLARA E CONCISA OS PARTIDOS DO ARCO DITO DO FODER EM PORTUGAL.....

Não Somos Capazes de Distinguir o que é Bom e o que é Mau..E dizemos-nos nós racionais...


Quantas vezes um pretenso desastre não foi a causa inicial de uma grande felicidade! Quantas vezes, também, uma conjuntura saudada com entusiasmo não constituiu apenas um passo em direcção ao abismo — elevando um pouco mais ainda alguém em posição eminente, como se em tal posição pudesse estar certo de cair dela sem risco! A própria queda, aliás, não tem em si mesma nada de mal se tomares em consideração o limite para lá do qual a natureza não pode precipitar ninguém. Está bem perto de nós o termo de tudo quanto há, está bem perto, garanto-te, o limite desta existência donde o venturoso se julga expulso e o desgraçado liberto; nós é que, ou por esperanças ou por receios desmesurados, a fazemos mais extensa do que realmente é. Se agires com sabedoria, medirás tudo em função da condição humana, e assim limitarás o espaço tanto das alegrias como dos receios. Vale bem a pena privarmo-nos de duradouras alegrias a troco de não sentirmos duradouros receios!


Por que motivo procuro eu restringir este mal que é o medo? É que não há razão válida para temeres o que quer que seja; nós, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por vãs aparências. Nunca ninguém analisou o que há de verdade no que nos aflige, mas cada um vai incutindo medo nos outros; nunca ninguém se atreveu a aproximar-se do que lhe perturba o espírito e a averiguar a natureza real e fundamentada do seu medo. Daqui resulta o crédito que se dá a um perigo inexistente, que mantém a sua aparência porque ninguém o contesta a sério. Basta que nos decidamos a abrir bem os olhos para verificarmos como é diminuto, incerto e inofensivo aquilo que receamos. A confusão dos nossos espíritos corresponde perfeitamente à descrição de Lucrécio: «tal como as crianças no meio da escuridão tremem com medo de tudo, assim nós tememos em plena luz!». Pois bem, não seremos nós mais insensatos do que as crianças, nós que tememos em plena luz? A verdade, porém, Lucrécio, é que nós não tememos em plena luz, criamos, sim, trevas a toda a nossa volta! Não somos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau; passamos toda a vida a correr, a tropeçar às cegas, e nem por isso somos capazes de parar ou de tomar atenção onde pomos os pés. Estás a imaginar como é coisa de loucos andar a correr no escuro! Valham-me os deuses! Não conseguimos mais nada senão termos de regressar de mais longe; sem saber para onde nos dirigimos, continuamos teimosamente a caminhar para onde o instinto nos leva. No entanto, se o quisermos, poderá fazer-se luz em nós. De um único modo: adquirirmos o conhecimento das coisas divinas e humanas, um conhecimento interiorizado, e não meramente superficial; meditarmos nessas ideias já adquiridas, comprovarmos a sua validade pela nossa própria experiência; investigarmos o que é bom e o que é mau, e a que coisas se atribui falsamente um ou outro destes adjectivos; averiguarmos em que consiste o bem e o mal éticos — e, finalmente, o que é a providência.

Séneca

domingo, 22 de maio de 2011

Editors - Blood ...O NOSSO.....



O QUE NOS ESPERA EM 2012 E ANOS SEGUINTES..Robert Kurz TRABALHO SEM VALOR....





A Alemanha é admirada em toda a parte como campeã mundial da recuperação económica. A economia prospera, o mercado de trabalho está a crescer. Mas esta bela aparência poderá ser enganadora. O crescimento mais forte do que noutros países ocidentais é apenas o reverso da queda particularmente profunda de 2009. Nesse ano, a Alemanha registou a maior contracção do produto entre os países industriais desenvolvidos, quase 5 por cento. As oscilações extremas, primeiro para cima e depois para baixo, mostram apenas que a economia alemã é, em todo o mundo, a mais dependente das exportações.
A nova subida concentra-se mais do que nunca na indústria automóvel e na construção de máquinas. Os fabricantes de automóveis fornecem sobretudo carros de luxo para a China e para os EUA, enquanto as vendas na Europa continuam estagnadas. A construção de máquinas fornece numa proporção crescente a onda de investimentos com que se fez face à crise na China. Mas estes dois motores externos de crescimento são mantidos a funcionar principalmente através de enormes programas públicos e de dinheiro tornado artificialmente barato. Se a inflação, já a subir, obrigar os bancos centrais da China e dos E.U.A. a aumentos sensíveis das taxas de juros, o boom poderá desfazer-se rapidamente no ar. Os muito aclamados novos postos de trabalho nos sectores chave da exportação revelar-se-iam como "bolha de trabalho", que teria de estourar, porque o poder de compra externo necessário para o êxito das exportações não se baseava em criação de valor real. A máquina de fazer dinheiro do Estado não é mais viável do que anteriormente a máquina de fazer dinheiro do capital financeiro.
Apesar do boom febril, na Alemanha é estreita a base do mercado de trabalho na indústria de exportação. O chauvinismo ideológico de exportador corresponde a uma pequena "aristocracia operária", enquanto o emprego precário se multiplica ampla e rapidamente no interior, sem apanhar o vento dos lucros e rendimentos da economia virada para o exterior. A redução do desemprego apresentada orgulhosamente só assenta em novos postos de trabalho a tempo inteiro, com emprego garantido, em poucos segmentos exportadores. A maior parte dos novos postos de trabalho é a prazo e paga abaixo das tabelas dos acordos colectivos. Mas, sobretudo, teve um crescimento explosivo o número de empregos de 400 euros, que em 2010 atingiu os 7,3 milhões. Cada vez mais postos de trabalho regulares são transformados em empregos desses, sendo o pagamento frequentemente inferior a metade das tabelas da contratação colectiva. E quase dois terços destes mini-empregos são ocupados por mulheres. De acordo com as leis da economia, uma conjuntura económica auto-sustentada teria de fazer subir o preço da força de trabalho em geral. O facto de, pelo contrário, a sua desvalorização continuar dramaticamente é um indício da falta de substância da retoma.
Efectivamente, grande parte do emprego precário situa-se em sectores improdutivos do ponto de vista capitalista. Eles têm de ser alimentados pela produção de mais-valia real, a qual, por sua vez, é apenas simulada; entretanto já só através da criação de dinheiro pelo Estado. O boom global de exportação assim alimentado é um evento de minoria na maior parte dos países desenvolvidos e especialmente na Alemanha. O dinheiro barato leva a novos investimentos apenas nestes sectores, faltando na indústria, no comércio e nos serviços. Em vez disso, a inundação de dinheiro dos bancos centrais flui, como de costume, para a superstrutura financeira. O reverso do "trabalho sem valor" é uma nova bolha nos mercados globais de acções, os quais, nestas condições, já não constituem certamente qualquer indicador de desenvolvimento económico real, sendo, pelo contrário, auto-referenciais e expressão duma miragem. Está programado o próximo choque de desvalorização nos mercados financeiros, juntamente com inflação e crises da dívida pública.

ROBERT KURZ




Original ARBEIT OHNE WERT em www.exit-online.org. Publicado em “Neues Deutschland”, 02.05.2011

MUTAÇÕES GENÉTICAS ... OU POR OUTRAS PALAVRAS: .LIE TO ME BABY...



O TIPO É CÁ UM PROSMÍCUO!!!LIVRA....José Sócrates teve relações com Kadafy e com toda a comunidade internacional...!!!

E a Nato não actua aqui sobre quem dizima a população civil?